terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Como criar personagens interessantes e convincentes


Um dos maiores desafios para o escritor iniciante (ou não) é a criação de personagens interessantes e convincentes. Um personagem interessante deve despertar empatia no leitor, provocar emoções e provar a sua existência, ainda que no mundo fictício. O leitor passa a considerá-lo como alguém “vivo”, e pensa no personagem (ou nos personagens) mesmo quando não está com o livro nas mãos. Mas como construir um personagem assim?

Um dos pontos que devemos considerar é que ao construir um personagem, damos a ele uma identidade. Assim, devemos conhecê-lo muito bem. Seus hábitos, gostos, seu modo de falar e seu modo de agir. Um personagem deve ser retratado por suas contradições, escolhas e relações.

Tenha sempre em mente que o que vai definir o seu personagem perante o leitor é a maneira como ele age. Cada ação escolhida, cada resposta dada pelo personagem é o que o faz com que leitor identifique seu perfil e possa expressar suas emoções por ele. Essas emoções podem variar do amor ao ódio ou ao desprezo, mas, uma vez que o personagem consiga despertar alguma emoção no leitor, ele certamente não será esquecido.

Outro ponto a ser ressaltado é que todo personagem (repito: todo) deve ter um objetivo na trama. Um personagem que não tem um objetivo a ser alcançado não serve para nada. Por isso, ao criar um personagem, você deve se perguntar qual o objetivo dele na história.

Personagens convincentes são como as pessoas da vida real. Cometem erros, têm defeitos, amam, sentem medo, ódio, têm desejos, sonhos, frustrações, às vezes perdem o controla, falam palavrões, etc.

Personagens perfeitos tendem a ser esquecidos pelo leitor antes mesmo do término da leitura do livro. São utópicos, inalcançáveis, pois, nenhum ser humano é perfeito.

Agora, quando você for criar seus personagens, pense em pessoas reais com todas as suas qualidades e (principalmente) defeitos. Assim, seus personagens conquistarão o leitor, seja pelo amor ou pelo ódio.


É isso!

Um abraço.

Max Moreno

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